domingo, 29 de maio de 2011

Alto aqui do telhado
Vejo a cidade
O meu futuro, o meu passado.
Poderia aproveitar minha mocidade
Mas não vejo proveito
No teu desrespeito
São só pequenas coisas
Inexplicáveis
Parede e reboco
Insanidade e louco
A filosofia do sufoco
Não!
Não gosto do teu oco
Quero preencher-te
Escorrer por entre suas veias
Deslizar mansamente por teu corpo
E transformar-nos em abelhas
Seguros na nossa colméia do amor
E já és tão doce como mel
Só nos falta o preto
O amarelo
O perto
O elo
O alelo

                      R e c e s s i v o
                      S u c e s s i v o

                      D o m i n a n t e
                      D e s c o n c e r t a n t e

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