Alto aqui do telhado
Vejo a cidade
O meu futuro, o meu passado.
Poderia aproveitar minha mocidade
Mas não vejo proveito
No teu desrespeito
São só pequenas coisas
Inexplicáveis
Parede e reboco
Insanidade e louco
A filosofia do sufoco
Não!
Não gosto do teu oco
Quero preencher-te
Escorrer por entre suas veias
Deslizar mansamente por teu corpo
E transformar-nos em abelhas
Seguros na nossa colméia do amor
E já és tão doce como mel
Só nos falta o preto
O amarelo
O perto
O elo
O alelo
R e c e s s i v o
S u c e s s i v o
D o m i n a n t e
D e s c o n c e r t a n t e
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