domingo, 2 de outubro de 2011

Nunca tive os melhores exemplos de amor à minha volta. Família é uma coisa que muitas das vezes me pergunto se conheço o real significado. Mas eu acredito no amor. Estranho, não? Logo eu, tão desacreditada. Duvido até da fé. Seria esse o castigo que deus me deu por não conseguir acreditar nele? Acreditar no amor.

E se for, que seja.
E que doce seja, sempre.

sábado, 1 de outubro de 2011

Eu tenho medo dessa folha branca e vazia que me obriga a escrever coisas. Escrever coisas que não sei como escrever, por que não são simples coisas, são coisas, minhas coisas. Coisas minhas. E as vezes prefiro dividi-las apenas com meu consciente e ninguém mais. Nem com esta folha branca. 
Branco é a cor do vazio. Mas preto não é a cor do cheio, é a cor do transbordante. Não existe cor cheia, ou é excessivamente vazia, ou é excessivamente cheia. Não existe meio termo para as cores. Talvez nem para as coisas. Mas para as pessoas sim. As pessoas-pessoas, não as pessoas-coisas. É, acredite, existem pessoas-coisas. Sempre existiram, eu acredito. Mas agora são epidemia.  Pessoas-pessoas conseguem alcançar o meio termo. Pessoas-coisas, na verdade, não alcançam nada, pois pensam que já possuem tudo. Mas que tudo é esse? O que é tudo? Tudo? Nada é tudo. O tudo, o todo, é só mais uma das coisas ilusórias que criamos para satisfazer nossa incapacidade humana. Na verdade, verdade mesmo, a mentira é a salvação.